Depoimento de uma jovem que sofreu violência

O depoimento no qual será relato agora são baseados em fatos reais ocorridos por Lúh (nome fictício) que irá contar seu drama vivido por uma violência doméstica. 

 É muito difícil relembrar tudo o que ocorreu naquele dia, mas vou tentar.  No dia 29 de Agosto de 2007 tinha tudo para ser um dia normal igual aos outros se não fosse... Lúh segue sua rotina normal, sai da escola meio dia e vai para casa de sua colega fazer um trabalho, lá ficou até 17:45,ao chegar esse horário Lúh vai para a parada esperar o ônibus com a demora, do ônibus decide ligar para seu namorado:
    -Oi amor, tudo bem? -Sim. -Eu vou aí matar a saudade.
    -Pode vir ,vou te esperar.
    -Tchau, te amo. Foi uma conversa normal, ele estava muito carinhoso ,pego o ônibus e sigo para a casa de meu amor. Chegando lá por volta de umas 18:30 hrs, cumprimento sogra e cunhado e me dirijo para seu quarto, beijos e abraços estava tudo perfeito; Telefone da casa toca, cunhada atende. Edson é sua sogra (minha mãe),desligo o telefone e ele me disse:
     -Lúh sua mãe quer falar comigo. -Vai Edson ver o que ela quer, eu te espero aqui, não demora. Assim Edson pega o capacete e os documentos da moto e foi ver o que a minha mãe queria, ao demorar mais de meia hora retorna já transtornado, fecha a porta do quarto dizendo que tinham falado para ele que eu tinha outro. Eu só perguntei o que minha mãe queria, ele dizia assim: 
     -Não interessa o que sua mãe queria, o que interessa é o que me falaram agora. -O que lhe falaram? 
     -Que você é uma sem vergonha e tem outro. 
     -Não. Edson tá louco! A partir daí começou os chutes, pontapés. No primeiro soco já fiquei tonta, eu gritava, chorava, me escondia mas era pior. Minha sogra gritava do outro lado da porta pedindo para ele parar e para ver se eu conseguia abrir a porta. Quando eu consegui chegar na porta para abrir me jogou o capacete na boca, abri a porta levei outro soco e desmaiei...acordei quando me deram álcool para cheirar. Então minha sogra pediu para eu ir embora eu estava muito zonza com o nariz e a boca pingando sangue e com o olho direito roxo, sai cambalhando pela rua e ele gritando: 
     -Sem vergonha se você não ficar comigo não ficará com mais ninguém. Eu estava indo para casa chorando, quando olhei para atrás o Edson estava vindo em minha direção em velocidade alta com intenção de me matar. Ao ver essa situação me joguei em um barranco pedindo ajuda. Uma pessoa próxima me ajudou a levantar e carregar as minhas coisas até a rua. Fui caminhando para minha casa quando avistei um orelhão, mais do que depressa tentei ligar para um amigo pedindo ajuda, porém não funcionou. Abalada e tonta não consegui caminhar mais, então caí, em seguida três rapazes foram me ajudar levando-me até minha casa. Chegando até minha casa o Edson estava lá falando com minha mãe. Então fui na casa da minha vizinha ligar para um amigo que não tinha conseguido falar antes. Enquanto isso ele gritava palavrões e a toda hora eu queria me matar. Com toda essa situação horrorosa cheguei em casa, arrumei algumas coisas e fui para a casa desse amigo que mencionei acima, ele foi quem me ajudou com todas as burocracias necessárias para a situação ocorrida. Sendo assim, eu fiquei com um trauma que até hoje faço alguns tratamentos psicológicos. E como digo a todos esse trauma nunca será esquecido por todos. O depoimento aqui relatado foi exatamente o que ocorreu no dia 29 de Agosto de 2007.


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